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Miúda com 30

05
Jun20

Pecado

Ti*

Porquê?!

Porque tem de ser pecado viver um amor assim,

ardente,

bonito,

espontâneo,

único.

Um olhar que se cola no outro,

uns lábios que fazem ferver quando beijam outros,

um mão que se acolhe na outra,

e um respirar perto,

que desmonta,

uma saliva deixada nesse corpo,

que por ir embora,

me pões a falar torto.

Uma voz meiga,

um abraço sempre,

caloroso,

um corpo sempre cheiroso,

um ser nós,

tão gostoso!

 

 

04
Jun20

O aniversário

Ti*

Tornou-se um dia chato,

é dia de festa, sim é,

é dia de partilha, sim é,

é dia de beijos, abraços,

em excesso, não,não é,

Então se não é,

porque me pressionam a fazer festejos?!

Se nem abraços, nem beijos ,

pode haver?!

Tornou-se triste ter de optar por pessoas,

que gosto,

por pessoas que gosto também,

tornou-se vazio em mim,

não ser possível estar ou fazer,

o que realmente me faz sentir feliz,

sentir bem.

Tornou-se o ato de receber o presente,

sem quase estar lá,

tornou-se mais um dia,

com mais alegria,

de mais mimo,

mas sem ser o mimo certo.

Sou uma ingrata,já sei,

mas só aqui desabafo tudo,

e posso escrever sem temer,

o que podem pensar ou dizer,

o que me apetecia no meu dia,

era mesmo desaparecer!

03
Jun20

O amor

Ti*

Ele anda sempre em mim,
Utilizo bem e muito a Palavra.
Na verdade quando gosto,
Não sei gostar só um bocadinho,
Gosto de gostar,
E se gostar é para amar.
Gosto de me sentir motivada por algo,
De me sentir viva ao amar,
De estar viva ao receber amor.
Gosto de gestos,de beijos,de simples olás,
Gosto de quem perde tempo comigo,
De quem me preocupa,
E se preocupa.
Gosto de presentear,
Só porque sim,
Sem data,sem ocasião,
Só pelo gesto de dar,
Fico feliz assim.
Amo fazer coisas,
Amo comer gulosas iguarias,
Amo pessoas,
Amo locais.
Amo conseguir amar,
E passar a essa pessoa,
Que sem ela não posso estar.

E tu ? Amas muito?!

02
Jun20

A felicidade que me trazes

Ti*


Cega-me o desejo tamanho que te tenho,

A vontade de ti que me corre nas veias,

teu cheiro que me invade e que vicia de tal forma,

que me perco, no local que for, 

naquela que é a estadia melhor em cada dia,

na doçura de cada beijo,

de cada mordida,

de cada despedida adiada,

vezes sem conta,

e naquele vazio que fica quando vais,

que me desmonta.

Não sei nunca quando é a próxima vez, 

mas sei que ela vai existir,

pode demorar mais de um mês,

mas será como se tivesse sido ontem a última vez.

Por horas te consumo,

e acho sempre pouco.

Nutri por ti sem saber,

um sentimento louco,

que desconhecia até então,

mais do que tesão,

mais do que estar em constante alegria,

sei que em cada momento,

não podia ter melhor companhia.

Quero adormecer-te,

Ver-te acordar,

quero abraçar-te bem cedo,

para no ouvido se segredar,

és a felicidade que quero para durar!

31
Mai20

O fim da espera

Ti*

Sinto a falta da violência de cada palmada,
De cada puxão de cabelo,
De cada palavra não dita,
Que trocamos só com o olhar.

Sinto falta de sossegos,
Se partilhas de medos,
De refeições envergonhadas,
De horas perdidas,
Por rapidinhas inesperadas.

Com esta falta a possibilidade,
Tive de me habituar à falta de tudo,
E o voltar,
Dá-me medo,
De não saber esconder segredo,
De ser visível,
Em qualquer espaço,
Que a qualquer momento,
Me apetece roubar-te um pedaço.


O voltar a habituar-me a ser de volta,
Aquela que te persegue,
E os teus sentidos assalta.

27
Mai20

As 7 horas

Ti*

Adormeço tarde,
Já passa da meia noite,
Julgo que vou conseguir descansar bem,
Então nem há despertador para ninguém.
Mas abro o olho e são 7h,
Esse é limite das minhas horas dormidas,
Nos últimos dias
Como se o corpo,
Não precisasse de mais,
Como se a mente nem parar conseguisse.
E como se todo um dia enorme,
Eu tivesse possibilidade de aproveitar.
Mas os dias são todos iguais,
Há umas pequenas diferenças,
Mas nada de novo,
Nada de emocionante,
Nada de cativante,
Ao ponto de mal dormir,
Ansiosa ou expectante.
As 7h são o limite do meu sono,
E começo a ficar farta!
Mas é quase verão,
Pode ser que seja bom,
Começar o dia mais cedo,
E viver sem aquele inicial medo,
O vírus ainda está presente,
Mas o português já se adaptou,
E no meio de tanto mal,
O bolso, a mente e o sono,
Foi o que a mim transformou.

26
Mai20

Um dia não

Ti*

Saí de casa,

as lágrimas corriam-me pela cara baixo,

se estava triste,não,

se estava zangada,não,

se estava cansada,não,

estava vazia!

Sentia-me perdida,

pelo vazio de sentimentos vãos,

de ausência de quereres,

de vontades,

de opiniões.

Sentia-me despida,

de valores,

de sabedoria,

de pés descobertos,

senti-me fria,

distante de mim mesma.

Regressei,

porque não vivo só,

entrei vestida dentro do chuveiro,

tentar limpar o imundo,

que agora percebo que há em mim,

por não dizer o que penso sempre,

por ser boazinha demais,

e por achar que sou para os outros,

o que comigo,

em nada são iguais.

Chorei de novo,

lágrimas de aflição,

e não estava lá quem eu queria,

para me dar a mão.

24
Mai20

Um desejo fechado

Ti*
Estamos a chegar à máxima de tempo,

Resistência, crença e humilhação.

Não sabemos bem se continuar é uma solução,

Mas enquanto o corpo for feliz,

Avançamos na tesão.

Deixando de lado a razão,

Fazendo de conta que nunca entrou o coração.

Somos a tristeza e o imundo,

De dois corpos em pecado banhados,

Em cenários tão criticados,

E em inúmeras posições obscenas.

Somos almas perdidas,

Vidas sem sentido vividas,

E um historial de saídas,

Pouco ou nada

Interessantes,

A segurar o desejo,

A medo, nem um olhar ou sorriso dar,

E tudo para parecer desprezo,

A quem se quer bem entregar.
22
Mai20

Um dia de cada vez

Ti*

Ando no caminho errado,
A desenhar as linhas dia a dia,
Ando a caminhar sem corda para me guiar,
Ou sapatos com aderência ao solo.
Ando a voar bem alto,
E tenho medo de cair um dia.
Ando a ouvir conselhos,
A ouvir amor,
E apenas por respeito,
Me deixo, na dor.
Mostro semepre o sorriso,
Mesmo a quem não é preciso,
Ninguém sabe o que vai no meu mundo,
Mas o seu, pode ser bem pior e mais fundo.
Ando na tentativa falsa,
Da felicidade verdadeira.
Soube há pouco tempo,
Que não existe, é passageira.
Ando e andarei até poder,
Até respirar e tiver força,
Por bem a outro ser,querer.

19
Mai20

Um mix de emoções

Ti*

A tristeza,

De estar em volta da mesa,

Sem se tocar ,

Com medo de falar demasiado perto.

Alguém que te é tão querido fazer anos,

E nem beijar, nem abraçar se pode,

Existe uma carência de afetos,

Uma necessidade gigante,

De beijar até babar o rosto,

De abraçar sem descolar,

De falar no ouvido,

Amo-te para sempre,

Mãe nunca me faltes,

Pai és o maior,

Sobrinha a tia ama-te,

Amiga ter-te é uma sorte!

É bom e é mau,

É agradável e assustador,

A impessoalidade passou a ser diária,

E a nossa estadia de longe, mas próxima,

Passou a ser necessária.

Para segurança de todos,

E desgosto de outros tantos,

Para o bem dos mais frágeis,

E para depressão dos mais ágeis,

Que no pegar ao colo é que estão bem,

E só assim se sentem ,verdadeiramente perto de alguém.

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