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Miúda com 30

01
Jun20

O uso do duplo cuecão

Ti*


Quem não usa,

não sabe o conforto que dá,

saber que na verdade nada passará.

Aperta,

torna ainda mais quente,

não é sexy,

mas é frequente.

Pelo menos uns dias por mês,

naquela altura de carência de açúcar,

que traz desejos inesperados,

vontade incontrolável daquela determinada guloseima.

Naqueles dias em que temos vontade de sexo a toda a hora,

mas ao mesmo tempo não nos sentimos nada sexys.

Mas resumindo, com duplo cuecão,

não temos nenhuma surpresa,

e mais seguras nos sentimos com certeza =) 

30
Mai20

"Se arrependimento matasse"

Ti*

Uma revolta,

um arrependimento,

que me mata,

que me moí,

que me desespera por dentro.

Depois de tanto tempo,

de tanto ou quase nada acontecer,

como me vens com pedidos,

implorando para tudo esconder?!

Fodi-te a vida,

e tu a minha ?!

Que me usaste como uma peúga,

que se usa para agasalhar o frio,

e se retira depois de o pé ter aquecido?!

Que me ignoras-te os elogios,

e deixaste de me falar,

e dois anos depois,

vens com pedidos me perturbar?!

Me dizer que estás perdido, 

fodido,

sem saída,

e que se for interrogada,

minta para o bem da tua vida.

És homem caralho!

És pila que não sabe ficar dentro das calças,

és ser humano,

que mente e ama.

E agora que te apertam,

desesperas,

e vens fazer-me perder a calma?!

Bem sei que tanto é culpado,

quem faz,

como quem se deixa levar por fazer,

mas já foi à tanto tempo,

que eu só queria esquecer!

29
Mai20

Viver a infância

Ti*

Entre gritos histéricos,

Volume alto da televisão,

Entre imagens de bonecada,

E uma carita amuada,

Lá a consegui adormecer.

Era a primeira vez ,

Que a minha cama tinha uma criança,

Que não é minha,

Mas parte de mim.

Sobrinha mais nova,

Com a sua irmã a caminho,

No sexto mês de gestação.

Sou uma sortuda por ser capaz de acompanhar,

De mimar,

De a ter para mim,

Um amor,

Uma conquista se lhe posso chamar assim.

Fomos ao parque,

Dêmos risadas,

Brincamos,

E conversamos,

Como duas crianças encantadas.

28
Mai20

Pequeno ser

Ti*

Foi a primeira vez em cinco anos quase seis,

Que a tive comigo a dormir,

Foi uma ânsia, um nervosismo, uma emoção,

Como não tenho filhos,

Acresce uma certa preocupação.

O que come,

Horários,

Como dar banho.

Mas havia um interesse nesta primeira vez,

Também ela,

Nervosa e ansiosa,

Queria conhecer o Buddy,

gatinho que tenho há mais de um mês,

O qual já tinha visto nas vídeo chamadas.

Em pânico lá conseguiu fazer festas,

E perceber que um pequeno ser, 

a outro, mal,não pode fazer.

23
Mai20

Sexo quem não gosta?!

Ti*


Um beijo,
Rápido ou longo caminho,
Para a meta do prazer.
Um olhar no olho,
Bem perto,
Quase colado.
É estar de joelhos de frente para alguém,
Deixar que te toque,
Tocar-lhe também.
É um coração a bombear a mil à hora,
É desejo,
É vontade, de céu azul,
Sem demora.
É um arrumar o cabelo entre os dedos,
De mãos entrelaçadas,
Esquecer vergonhas e medos.
É palmadas,
É morder,
É beliscar e chupões fazer.
É vida,
É emoção,
É ter dois corpos em explosão.
É boca insaciada,
De beijos,
De língua,
É um vício que aparece quase do nada.
Um acender de fósforo,
Que acontece num segundo,
E faz esquecer o nome,
Onde está,
Faz esquecer do mundo.
É forno quente de vontades,
De uma boca que o sopre,
Que o sugue,
Que o beije.
É um imperativo de dedos,
De objetos,
Que lá entre,
E não aleije.
É ser feliz,
Ao ser mulher,
É ir ao céu as vezes que se puder.
É amor e rebeldia,
É agarrar com as pernas outra anca,
Com tesão,
Com alegria,
Estar numa vontade que dura,
E quando acaba sentir,
Uma paz que é verdadeiramente pura.
Seja um corpo igual,
Seja o sexo oposto,
Seja eu por cima,
Ou de lado,
Não importa como é o encosto.
É desejo,
É emoção,
Faz bem à pele e ao coração.
É viagem,
É preferido destino,
É sem local,
Onde der vontade,
É normal,
É humano,
É frequente,
Nada insano.
É saciação de um milhão,
É permitir na tesão.
Descobrir-se na cumplicidade,
Aceitar-se sem complexidade.
É um deixar-se ir,
Um querer mais ali ficar.
Acabar o ato,
E naqueles braços,
Adormecer,
Horas depois acordar,
E mais uma volta,
Ao mundo querer dar.

E tu, dás cor ao teu orgasmo?!

29
Abr20

Dançar

Ti*

É vida ,

é libertação,

é tocar a todos com essa linda emoção,

é alegria,

é sentir a perfeita sensação,

sem nada ter de perfeito,

é cagar em tudo e viver só aqueles minutos,

é entrar na porta do esquecimento do mundo,

e viver apenas e só,

aquele momento,

tão bom,

tão meu!

"Quem dança é mais feliz!"

 

 

Exprimentem!

Salva muitas horas neste isolamento =)

 

Dia Internacional da Dança 29 Abril

 

23
Abr20

Buddy ( duas semanas)

Ti*

Eu nunca diria que por ti me interessaria,

sim por ti,

peludo baby!

Com esse miar meiguinho,

de quem não comeu, nem hoje,

ou ontem um pedacinho.

Tu, peludo com bigodes,

que me espias na cozinha,

me segues na caminhada,

da tua cama para minha,

e me esperas na porta ,

de manhã ao acordar,

para os primeiros mimos do dia,

eu ensonada te dar.

Tu, que me aguentas a morrer nos treinos,

que foges dos meus gritos na dança,

tem sido bom descobrir-te,

és da casa, como que a criança.

Deixas pêlo em todo lado,

brinquedos pelo chão espalhados,

começas a fazer algumas asneiras,

mas tudo faz parte,

é o que me dizem,

e eu adoro as nossas brincadeiras.

Anda não te beijo nem abraço,

muito pouco te pego ao colo,

mas já é grande o laço,

sem saber de ti desolo.

22
Abr20

Porra que fome!

Ti*

Ora cá está ela ,
esta merda de fome,
Que não é fome, não é nada.
Está nas minhas veias,
Seca-me a garganta,
Dá-me calores e dá-me frios,
Aumenta ainda mais os meus vazios,
Hoje em dia mais profundos.
Aumenta a minha irritação,
Que em muito é parecida com tesão,
Uns tabefes nas nádegas,
Umas trincas bem acesas nos mamilos,
Um ofegante respirar no ouvido,

Uma fome natural,
E tal como a alimentar,
Parece insaciável,
É interminável,
Quando é bom nunca queremos que acabe,
Queremos que imenso tempo dure,
Ena verdade a duração,
É apenas ilusão,
Não há foda boa,
a que para sempre perdure.
Não há lata de chantilly,
tablet de chocolate ou gelado, interminável.
Não há leite,
Ou cereais que não acabem.
Não há noites sem insónias,
Não há quarentena sem lágrimas,
Não há pedaços de mim,
Que não se sintam miseráveis.
E em revolta tanto escrevo,
As palavras parecem ser inesgotáveis.
E marchando mais uma taça de cereias,
Parecem-me tornar os móveis afáveis.
Até as luzes uns bons mimos,
E ainda temos tanto que esperar,
para saber a realidade dos nossos destinos...

 

 

 

 

21
Abr20

Fome

Ti*

São 15h, 

só 15h,

e eu já tenho tanta fome,

almocei às 12h30,

e já tenho fome.

Mas não é uma fome qualquer,

é uma fome de gulosa,

uma fome de açúcar puro,

de chantilly com fruta,

de bolos,

de bolachas de chocolate,

de pipocas, 

de manteiga com pão, 

que me faz bem ao coração.

E pimba,

vai uma maçãzinha cozida,

cozida com pau de canela, 

que não é o melhor da vida, 

mas me faz saciar nela.

IMG_20200409_145422.jpg

 

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